quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Sobre a glândula timo

Timo: a chave da energia vitalNo meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo.
Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital. Precisa dizer mais? Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos. Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho. Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderiam causar problemas. Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fóra e para dentro.
Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos. Amor e ódio o afetam profundamente.
Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias.
Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes. Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas. O teste do pensamentoUm teste simples pode demonstrar essa conexão.
Feche os dedos polegar e indicador na posição de o.k, aperte com força e peça para alguém tentar abrí-los enquanto você pensa " estou feliz".
Depois repita pensando " estou infeliz".
A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz. (Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...) Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas. Por exemplo, quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado. As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas. O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito..." Fiquei de coração apertadinho", por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração. O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração- e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano. "Lindo!", você pode estar pensando, "mas e daí?".
Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem estar e felicidade. Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir.a).. Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.
b).. Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o rítimo assim: uma forte e duas fracas.
Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica. O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço. Ótimo, ìntimo, Cheio de estímulo. Bendito Timo. Da jornalista e pesquisadora Sonia Hirsch

domingo, 2 de setembro de 2007

Qual a diferença entre yoga e alongamento?

As posturas de yoga muitas vezes podem parecer uma aula de alongamento. No entanto, durante a prática de alongamento em muitas aulas, a mente pode vagar por outras paragens como as compras do mercado, algum tipo de relatório ou qualquer outra coisa. Na yoga, as posturas foram planejadas para trabalhar tanto respiração, flexibilidade, glândulas, concentração no corpo e ativar os canais de energia, que possibilitam a prevenção e a manutenção da saúde.
Digamos que uma pessoa sofra de algum mal muito grande, algo que a incomode como dores de cabeça extremamente fortes. Essa pessoa decide fazer yoga como um recurso para ajudar a manter-se em equilíbrio e, aos poucos, as dores de cabeça começam a sumir. Será que é apenas um efeito de bem-estar devido a respiração? Ou uma irrigação sanguinea constante do cérebro? Bem provável que o corpo reaja bem, pois, estamos alimentando-o com ar, algo imprescindível para a sobrevivência da maioria dos seres no planeta. A irrigação sanguinea também pode ajudar no caso de algumas dores de cabeça. Mas, vejamos o que acontece do ponto de vista da yoga.
Quando o corpo manifesta algum tipo de dor ou desconforto é porque passamos há muito do limite aceitado por ele. A dor é um sinal de alerta de que estressamos nosso organismo seja porque não ingerimos ar corretamente ou porque pequenas coisas (o que chamo de estímulos externos como uma luz acesa, algum som que toca ao longe mas que conseguimos ignorar) estão ao nosso redor, estimulando constantemente. O advento da luminosidade artificial fez com que mudássemos nossos hábitos noturnos. Animais ficam perdidos em algumas partes do mundo devido ao excesso de luz de postes. Portanto, não podemos ignorar que em algum lugar de nós essa parte instintiva ainda faz parte do nosso ser. Então, em algum momento, desencadeamos um circuito de auto-proteção, o corpo diz que não pode mais ficar dentro daquele ambiente e gera algum tipo de desconforto para dar o primeiro alerta, causando assim, nesse caso, a dor de cabeça. A nossa tendência é que, não podendo descansar em hipótese alguma porque temos que continuar em nossos trabalhos, é calar o sinal de alerta do corpo, ignorando-o com remédios.
Parte do trabalho da yoga é trazer à tona a consciência de que a dor é amiga, é o aviso de que precisamos de uma pausa. As posturas da yoga existem justamente para propiciar essa pausa seja por meio de pranayamas (exercícios de respiração) ou na permanência das posturas. Peguemos, então, uma postura que, a princípio é executada como alongamento para estirar as pernas antes de uma aula de ginástica, a paschimontanasana (postura da pinça), que consiste em manter as pernas retas no chão, dobrar a coluna em direção ao joelho e levar as mãos à frente. Claro que é um alongamento, mas, vai muito além porque estimula a liberação de hormônios no organismo e à medida que respiramos a postura acalma os nervos, trabalhando fígado, rins, ovários e úteros. Nesse caso, volta-se a atenção para o segundo chakra (ou centro de energia), que lida com as questões sexuais.
A atenção focada durante a prática de uma postura faz com que possamos perceber nosso corpo como um sistema completo e inteiro e não apenas com gestos mecânicos e repetitivos para os quais não damos a menor atenção. O simples alongamento corporal sem a atenção ou cuidado não provoca nenhuma resposta do sistema glandular ou do sistema energético que temos à nossa volta. Assim como na paschimontanasana, todas as posturas visam não só um trabalho físico para cuidar da circução do sangue e dos hormônios, mas, também um bem-estar físico e energético e, embora, algumas práticas possam ser mais vigorosas que outras, lembre-se que quando se faz yoga, é algo muito além do simples exercício físico ou alongamento.


NAMASTE,
Georgiana Calimeris